Minha vida como leitora começou em casa olhando as figuras dos livros que meu
pai comprava. Ele investia em livros que ficavam organizados em uma estante
esperando que eu e meus dois irmãos mais novos crescessem para deles usufruir.
Adorava olhar as ilustrações e imaginar o que estavam fazendo. Minha mãe,
observando minha curiosidade, passou a ler os livros para mim. Como contrastava
a minha imaginação com base nas ilustrações e as histórias que minha mãe
lia.
Quando aprendi a ler, quis eu mesma lê-los. Descobri que me identificava com
a leitura pois as histórias retratavam meninas que sofriam e que, ao final,
conseguiam superar suas angústias. Sabe aquela velha história da Cinderela? Pois
é.
Na escola, minha professora de português estimulava muito a leitura e eu me
perdia nos livros que ela indicava: O caso da borboleta Atíria, Sozinha no
mundo, O mistério do cinco estrelas, A marca de uma lágrima, enfim, adorava tudo
isso.
Passei então, a escrever o que lia para manter registrado no papel e na
memória o que me fazia tão bem. Foi assim que aprendi a fazer resumos.
Para mim, a leitura é uma busca pelo seu próprio eu, uma procura ou
investigação da própria identidade. Você só lê com prazer aquilo com o que se
identifica.
Gabriela
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